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Entrevista com Jay e Steve do Symphony of Distraction

25 de março de 2019 | Publicado por: Fabio Martiniano

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Confira o bate-papo de Guilherme Góes com Jay e Steve do Symphony of Distraction. A banda tocará em São Paulo essa semana, dia 31 de março, no Blast HC Fest.

– Hey, Jay e Steve! É uma grande honra falar com vocês, obrigado por compartilharem um tempo aqui no Besouros.net. Primeiramente, falem um pouco sobre a banda.

Jay: Igualmente, é uma satisfação para nós. Antes do Symphony of Distraction, eu estava tocando em uma banda chamada Secondshot. Steve esteve nessa banda comigo por um tempo, mas saiu para formar outro grupo chamado Allergic to idiots. Nós sempre trabalhamos bem juntos e continuamos mantendo contato e idealizando um novo projeto. Depois que o Secondshot acabou, Steve e eu começamos a compor e gravar. Nós saímos para beber e nos divertir e acabamos gravando algumas ideias. Após alguns meses, nós finalizamos as gravações com os outros integrantes do Allergic to idiots, e foi assim que tudo aconteceu.

– Você poderia explicar o significado do nome “Symphony of distraction”? É algum tipo de referência ou piada em relação à música “Symphony of destruction” do Megadeth?

Jay: Sim. Infelizmente, esse é um nome terrível para uma banda, além de ser uma referência ao Megadeth (na verdade, nenhum integrante da banda realmente gosta muito dessa música). Nós estávamos bebendo quando essa ideia surgiu. Nós quase colocamos “And Justice for Paul” como nome do grupo.

– Sobre quais temas as letras da banda abordam? O Symphony of Disctraction aparenta fazer um conteúdo voltado a “diversão” e coisas do tipo…

Jay: Eu apenas escrevo sobre o que vem à mente, nunca começo a escrever já sabendo o que quero. Geralmente acontece de acabar escrevendo uma letra que de maneira mágica, acaba combinando com a linha da música ou a melodia. Eu tenho uma coleção de palavras que encaixam bem nas melódicas, então eu escrevo as letras em volta das linhas das músicas.

Já o Steve escreve muito mais autobiograficamente e suas músicas são as mais engraçadas. Steve é muito mais engraçado que eu.

– Em março, vocês estarão tocando pela primeira vez no Brasil. Quais as suas expectativas sobre essa turnê? O que podemos esperar de um show ao vivo do Symphony of Distraction?

Jay: Sinceramente, nós não temos muitas expectativas. Nenhum de nós já esteve no Brasil, e, além do 69 enfermos; não estamos familiarizados com as bandas com as quais iremos tocar. Quanto ao que as pessoas podem esperar de nós, também não temos certeza. O Symphony of Distraction realizou apenas seis shows em toda a sua história. Eu moro em Nova York e todo mundo na banda mora na Califórnia, então temos sido mais uma banda de gravação do que uma banda ao vivo. O último show que tocamos foi Tóquio em 2013.

– Em dezembro de 2018, vocês lançaram um split intitulado “They came from a faster space” com a banda brasileira 69 Enfermos. Por favor, você poderia explicar como vocês se conheceram?

Jay: Eu conheci o Dalin no Facebook. Originalmente, havia um plano de gravar o material com quatro bandas, sendo cada uma de país diferente. Depois de algumas discussões, decidimos gravar apenas o material do Symphony of Distraction e do 69 Enfermos.

– Como foi o processo de trabalho durante as gravações de “They came from a faster space”?

Jay: O processo de gravação foi o mesmo que costuma ser para nós. Steve e eu escrevemos as músicas e gravamos tudo em Nova York. Nós tínhamos discutido as ideias gerais de estilo com os integrantes do 69 Enfermos para ter certeza de que todos nós estávamos escrevendo músicas similares que funcionariam bem juntas, mas fora disso, o processo de gravação foi separado para ambas as bandas.

– Vocês ficaram satisfeitos com o resultado final do trabalho? Com tem sido a recepção do público até agora?

Jay: Sim, ficamos felizes com o trabalho. O 69 Enfermos escreveu ótimas músicas, foi uma grande satisfação para o Symphony of Disctraction dividir espaço em um mesmo material com esses caras. Pelo que notei até agora, a recepção foi bastante positiva.

– Vocês poderiam falar um pouco sobre a cena hardcore em Sacramento?

Jay: Como moro em Nova York, deixarei o Steve responder essas perguntas sobre a Califórnia.

Steve: Como estamos divididos entre duas costas diferentes, não temos uma cena da qual façamos parte. Sacramento tem ótimas bandas locais, mas nós nunca tocamos shows por aqui, então não dividimos os palcos com nenhuma das bandas que admiramos. Recentemente, Sacramento também tem recebido mais atenção das bandas em turnês e alguns novos locais para shows surgiram nos últimos dois anos, então eu espero que a cena continue crescendo e melhorando ainda mais.

– Vocês conhecem alguma coisa sobre música brasileira ou sobre a nossa cena hardcore?

Jay: Não, sabemos muito pouco sobre o hardcore brasileiro, mas estamos ansiosos para conhecer as bandas locais e notar a cena em ação!

– Aqui no Brasil, frequentemente observamos algumas noticias ruins sobre o estado da Califórnia. Segundo os jornais, o custo de vida está aumentando anualmente, crimes ocorrem de maneira descontrolada e o número de pessoas desabrigadas está levando o estado para uma situação de calamidade. Na opinião de vocês, esse quadro poderia refletir no processo de trabalho do Symphony of Distraction? Talvez abordando questões políticas em futuros lançamentos…

Steve: Infelizmente, essas coisas estão acontecendo na Califórnia, mas é ainda mais perturbador saber que isso ocorre em todos os estados do EUA e outras partes do mundo. É importante notar também que a Califórnia é um estado muito grande, que compõe quase toda a costa oeste dos EUA, então a situação é diferente em alguns lugares. Sinceramente, é difícil dizer se essa situação irá refletir em nosso trabalho, já que nunca definimos planos sobre o que vamos escrever.

– Mais uma vez, obrigado pessoal por compartilhar um tempo com a gente! Por favor, diga alguma coisa para nossos leitores!

Steve: Obrigado pelo espaço! Nós gostaríamos de agradecer a todo mundo que leu isso, nos apoiou ou simplesmente acompanhou o nosso trabalho em algum momento. Estamos ansiosos para ver o seu país e queremos conhecer o maior número possível de pessoas.



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