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Entrevista com Milton Aguiar (Bayside Kings) sobre o Coletivo Rajada

24 de janeiro de 2020 | Publicado por: Fabio Martiniano

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O vocalista da banda Bayside Kings bateu um papo com o Besouros.net e comentou um pouco sobre o Coletivo Rajada, o processo de organização do segundo festival do coletivo e sobre os planos de sua banda para 2020. Confira!

Por Guilherme Góes.

– E aí, Milton. Primeiramente, obrigado pelo tempo. Para começar, você poderia falar sobre o que é o coletivo rajada?

Milton: A historia do rajada acontece em dois momentos paralelos, no qual eu consigo explicar pelo lado do BSK [Bayside Kings].

Eu estava com a ideia de fazer algo que agregasse as bandas amigas como ponta pé inicial e construir materiais, conceitos, festivais, crossovers e outras coisas. Na época, eu queria misturar o máximo de subestilos dentro do submundo do hardcore punk, então teria que sair da minha zona que é o hardcore mais rápido e selvagem.

Como tenho bom relacionamento com a galera do melódico, colei nos meus amigos do Bullet Bane, especificadamente no Dan (TOTH), o qual tem participação direta na nossa história com os últimos discos lançados desde o Resistance do BSK. Quando “cheguei” nele, ele me falou que já estava em movimento com uma ideia parecida e no final fomos agregando. Agora como time e coletivo, as 5 bandas, a meta é fazer algo concreto que faça mais pelo cenário como todo, só que primeiro, precisamos nos estruturar para agregar mais pessoas e bandas nisto.

– Em 2018, rolou o primeiro rajada fest. Como vocês chegaram à conclusão de que era necessário organizar um festival com um line up somente composto por bandas do coletivo?

Milton: Nessa primeira edição do festival (2018), o BSK não tocou, porque eu tive um compromisso pessoal e com isto resolvemos incluir mais uma banda no set, convidamos o Manual, que, na sequência, integrou o time. Com disse, a ideia é agregar mais bandas, movimentar mais, só que pra isto, a estrutura interna tem que estar 100% – afinal, tudo é feito pela galera das bandas.

– Como foi o Feedback por parte do público a cerca do fest?

Milton: Eu não estava lá no dia, porém, acompanhei o feedback pelas redes sociais e foi um puta fest profissional com a casa cheia. Organizar um festival a esse é cansativo, porque todo mundo das bandas chega cedo e fica até o final, a estrutura é montada do zero e é feita por todos os integrantes. Isto gera mais valor e a galera tem mais identificação, afinal é algo que levo muito a sério, o DIY (Do it yourself, vulgo “faça você mesmo”).

– Em 2019, o line up manteve praticamente as mesmas bandas da edição anterior. Por que vocês decidiram manter assim?

Milton: Neste ano, o Bayside Kings tocou. Na verdade, tínhamos ideias mirabolantes. Queríamos colocar uma atração gringa gigante, porém, o cenário econômico atual não nos favoreceu e houve uma demanda de tempo, aonde chegamos à conclusão que o melhor para rolar seria tentar mais uma vez as bandas do coletivo, porque o gasto para efetuar tudo e deixar 100% realizado por nós demanda tempo e dinheiro, e este ano foram coisas que tínhamos pouco.

– Em sua opinião, quais foram as principais diferenças entre o 1º Rajada fest e o 2º Rajada fest?

Milton: Além de o Bayside Kings tocar, a galera que colou no primeiro com certeza colou no segundo e já sabia o que iria encontrar: um evento bem organizado, 100% realizado pelas bandas.

– Em 2019, você tocou pela primeira vez no fest com o Bayside Kings. Poderia falar sobre a experiência? Acha que rolou algo diferente em relação aos shows comuns do BSK?

Milton: O evento foi importante para nós, pois estávamos com a sede acumulada, né? Porém, este show foi o encerramento de alguns ciclos para nós como: o último show do ano, o último show da década, nosso último show com musicas em inglês e a preparação do que virá em 2020.

No próximo ano, o BSK irá compor em português, com shows selvagens, falando a mesma língua e estaremos comemorando 10 anos de vida, então… PREPAREM-SE! E internamente dentro do coletivo foi bom para estar mais próximo das pessoas,

Conhecer e ver quem é quem. Vamos continuar trampando para levar isto a outro nível e incluir sempre mais gente que pense coletivamente.

– Podemos contar com uma edição do festival no ano de 2020?

Milton: COM CERTEZA. Talvez com um formato diferente!

– Milton, obrigado pela entrevista! Espero assistir o Bayside Kings com novas músicas em português no próximo ano. Quando lançar o play, dê um toque no besouros.net. Abraços!

Milton: Obrigado demais pelo espaço, acompanho vocês há anos e sou agradecimento por todo suporte e amizade. Até logo. TUDO NOSSO!



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