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Entrevista F. Nick, vocalista do FISTT

28 de março de 2019 | Publicado por: Fabio Martiniano

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Confira a entrevista de Guilherme Góes com F. Nick, vocalista do FISTT. A banda tocará em São Paulo essa semana, dia 31 de março, no Blast HC Fest.

– Olá, Nick! Primeiramente, obrigado pela oportunidade. Por favor, fale um pouco sobre a banda para aqueles que ainda não conhece o trabalho.

Nick: Olá, agradeço o convite e o espaço. Bom, nós estamos na ativa desde 1994, temos seis discos lançados e estamos a caminho do 7º nesse ano de 2019. Na verdade, esse material deveria ter saído em 2017, porém, tivemos alguns contratempos nesse período, mas já foi tudo resolvido (hehe).

– A banda não está muito ativa nos últimos tempos, tocando apenas alguns shows em SP desde 2017. Qual o motivo dessa pequena “pausa” nas atividades?

Nick: Nós passamos por uma troca de baterista nesse período. O disco novo estava bem adiantado e infelizmente a coisa esfriou um pouco nesse meio tempo. Além disso, com quase 25 anos de estrada, já não temos o mesmo pique de 10-15 anos atrás, então as coisas correm mais no nosso tempo para que seja sempre divertido e a gente também tenha tempo pra família e outras coisas.

– O Fistt realiza shows na cidade de São Paulo há mais de duas décadas. Você poderia falar um pouco sobre o relacionamento com o público paulista? Como tem sido a reação dos fãs locais em relação ao trabalho da banda ao longo dos anos?

Nick: Nós somos de Jundiaí, e mesmo sendo próximo da capital, ainda tem aquele ar de interior e muita gente acha que fica a uns 400 km de distância, é meio doido que isso ainda aconteça nos dias atuais. São Paulo sempre foi uma cidade muito acolhedora com a gente e também é a vitrine para o restante do Brasil, tudo o que rola aí reverbera e outros locais, cenas, etc. Os fãs do FISTT têm crescido e envelhecido com a gente, então temos uma relação de carinho muito bacana, não somos uma banda em que a “molecada /nova geração” fica ali de olho, não sei se isso é bom ou ruim, mas pelo meu ponto de vista, isso mostra que somos muito sinceros e firmes ao propósito da banda. Nunca fomos a mega banda hype ou algo do tipo, mas é legal termos consciência da nossa importância dentro do que fazemos que em algum momento nossas música fez parte de bons momentos da vida das pessoas, acho que isso é o que vale mesmo.

– No final do mês, vocês irão tocar no Blast hardcore festival aqui na capital, junto com Garage Fuzz, 69 enfermos, a banda estadunidense Symphony of Distraction e outras bandas atuais. Quais as expectativas para esse evento?

Nick: Fico sempre feliz quando um evento assim surge e também quando convidam a gente (hehe). O pessoal do Garage está aí há tanto tempo quanto nós e continuam firmes e fortes assim como o Gritando HC e outras bandas de amigos. É muito legal sabermos que tem gente bacana trabalhando para manter essa chama acesa e obviamente esperamos que o público também compareça e fortaleça essa boa onda. É legal pra gente, legal pras bandas mais novas e para as que ainda estão por vir.

– Como anda a cena independente de Jundiaí e região? Algo interessante está acontecendo?

Nick: Rapaz tem muita coisa legal rolando aqui, estamos num bom momento cultural e muita gente nova envolvida não só do punk/HC, mas do “do it yourself” em geral, eu vejo como um momento bem animador esse período entre 2018/2019 e também um período de resistência aos tempos sombrios que estamos vivendo.

– Vocês têm alguma recomendação legal de bandas da cidade natal do FISTT ou da região?

Nick: a banda Regredidos do Macaco tem feitos shows bem divertidos. Os meninos da Boca de Lobo ali na ala mais hardcore, juntos com o Rosário são os destaques pra mim. Também tem a rapaziada do Fim da Aurora e o Samuel do Artigo V tem mobilizado os shows em locais como Bar do Bilé etc. Astronova é uma banda que está começando e têm material saindo por esses dias, essas são as que eu mais tenho contato e acompanho, mas tem muita coisa bacana de outros gêneros também.

– Quais os planos da banda para o resto de 2019?

Nick: 2019 completamos 25 anos de estrada, temos um disco completando 15 anos (Vendo as coisas como você…) e um de inéditas a caminho. Teremos boas novidades!

– Nick, valeu pela atenção! Agora, diga algo para nossos leitores.

Nick: Valeu Guilherme e Besouros. Aliás, o Besouros tá com a gente desde sempre. Parabéns por toda a correria e esperamos todos vocês no Blast HC Fest. Um grande abraço!



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