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Entrevistamos Dan Lambton do Real Friends

18 de fevereiro de 2019 | Publicado por: Fabio Martiniano

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Prestes a tocar no Brasil, Dan Lambton do Real Friends bateu um papo com Guilherme Góes. Confira:

– Olá, Dan Lambton e Real Friends! É uma grande satisfação falar com você. Em fevereiro, a banda irá realizar sua primeira turnê pela América do sul. Vocês estão ansiosos para essa turnê? Quais as expectativas sobre essa nova aventura?
Dan: Seguramente, posso afirmar que estamos ansiosos. Eu não estou certo do que podemos esperar, mas será uma nova experiência em que com certeza queremos aproveitar ao máximo. Eu também gostaria de tocar em Bogotá, já que tenho parentes lá.

– O que nós podemos esperar dos shows do Real Friends nessa primeira turnê na América do sul?

Dan: Honestamente, eu não sei! No que diz respeito as músicas que iremos tocar, será muito difícil escolher, já que nunca estivemos aí antes. Parece que vamos ter que colocar “um pouco de tudo” dos nossos álbuns.

– Os fãs brasileiros estão pedindo por shows do Real Friends neste lado do continente por um bom tempo através da internet. Como vocês lidam com essas solicitações ao longo dos anos? Em geral, como é o relacionamento de vocês com fãs que vivem em países distantes como Brasil, Argentina etc?

Dan: Nós agradecemos a todos que entraram em contato conosco e estamos felizes porque finalmente iremos conseguir realizar essa turnê. Ao longo dos últimos anos, pudemos conhecer pessoas de toda a América Central e do Sul como Brasil, Chile, Argentina e México. Essas pessoas foram até os Estados Unidos e assistiram os nossos shows. Então é bom que finalmente iremos fazer uma viagem até aí. Os fãs não irão precisar viajar para a América do norte desta vez.

– No último mês de julho, vocês lançaram um novo álbum intitulado “Composure”. Como foi o processo de gravação?

Dan: Nós fomos até Los Angeles com Mike Green para gravar o álbum. Durante o processo de gravação, nós escrevemos e gravamos uma quantidade razoável de músicas no estúdio, mas também conseguimos gravar um material mais cru e urgente, feito de maneira improvisada.


Imagem/internet

– Vocês tiveram alguma influência especial durante o processo de gravação de “Composure”?
Dan: Definitivamente, acho que todos nós tivemos diferentes influências ao longo do processo, mas não posso falar por todos. Pessoalmente, eu estava ouvindo um artista de hip hop da nossa área chamado Noname. O trabalho dele abriu muitas perspectivas diferentes para mim.

– Você passou por um momento pessoal difícil durante o processo de gravação desse novo álbum, lidando com problemas emocionais e abuso de álcool e outras substâncias. Você poderia falar um pouco sobre esse período?

Dan: Eu não estava conseguindo dormir muito e estava em todo o lugar o tempo todo. Acho que foi muito fácil perceber que algo estava errado, mas felizmente fomos capazes de enfrentar esses problemas e tomar as medidas necessárias para colocar tudo de volta nos trilhos

– Como seu quadro emocional afetou o resultado final de “Composture”?

Dan: Eu acho que em certa medida ajudou no aspecto de composição e gravação do disco. Eu estava em sintonia com o que estava acontecendo no estúdio, mas o lançamento do álbum teve que ser adiado um pouco para que eu pudesse procurar ajuda.

– Eu estava lendo na internet que a banda passou por um momento difícil lidando com sua situação, houve um ponto em que sua condição de saúde impossibilitou a banda de continuar e vocês saíram de atividade por um tempo. Como a banda passou por esse período ruim? E como está a situação agora?

Dan: Fomos todos para a terapia juntos para resolver quaisquer problemas e, em seguida, tomamos as medidas separadamente para melhorar essa situação. Também levou tempo extra para planejar o lançamento do álbum. Atualmente, eu diria que estamos em um bom lugar e planejamos continuar assim.

– Você acha que essa experiência negativa ajudou a melhorar o relacionamento com os fãs? E quais conselhos você daria para os fãs brasileiros que estão passando por problemas emocionais?

Dan: Como agimos de forma transparente, isso ajudou a estreitar a conexão com nossos fãs. Eles foram compreensivos e alguns tiveram tempo para avaliar sua própria saúde mental e o que eles poderiam fazer a respeito. Tudo o que posso dizer é que não há problema algum em procurar um profissional e tomar medicações.

– Você conhece algo sobre o Brasil?

Dan: Sinceramente, não conheço muito. Espero mudar após ter a chance de visitar o país!

– O Real Friends é uma banda do Tinley Park, Illnois. Você poderia falar um pouco sobre como é a cena hardcore / emo / punk na cidade natal de vocês? Ou mesmo no estado de Illnois?

Dan: Pelo menos em Chicago e nos arredores, a cena está prosperando. Nós temos muitas bandas talentosas em nível local. Os promoters locais também organizam shows que valem a pena.


Imagem/internet

– O que você tem escutado atualmente? Alguma dica interessante da atual cena pop punk?
Dan: Eu não tenho ouvido muito pop punk ultimamente, então eu não posso ajudar, mas o novo álbum do Noname (Room 25) é incrível.

– Dan, obrigado por esta oportunidade! Vejo você e a banda em fevereiro.



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