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Entrevistamos o vocalista Alex Pfleger do NUFO (Áustria)

4 de dezembro de 2018 | Publicado por: Fabio Martiniano

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Os autstriacos do NUFO farão sua primeira visita ao Brasil e Guilherme Góes bateu um papo com o vocalista Alex Pfleger. Confira:

Olá, Alex! Em primeiro lugar, obrigado por disponibilizar um tempo para responder essa entrevista para o site Besouros.net. Por favor, apresente sua banda para aqueles que ainda não conhecem o trabalho da nufo.
Alex: A banda nufo foi fundada sob o nome “Nuclear Fallout” em 1995, quando nós tínhamos entre 14 e 17 anos de idade. Nós fomos influenciados por muitas bandas clássicas dos anos 90 como Bad Religion, No Use For A Name, No Fun at All, Millencollin, Pennywise, Strung Out, NOFX, Lagwagon e outras. Depois de cinco anos fazendo parte do período “hype” do skatepunk em Graz [cidade natal da banda] e realizando cerca de 100 shows, a banda acabou no ano 2000 e todos continuaram com seus próprios projetos. O ano de 2009 foi o momento certo para uma reunião e nós começamos a ensaiar velhas canções e escrever algumas novas. Devido aos filhos, família e, às vezes, trabalhos bastante estressantes, a banda não podia tocar muitos shows ao vivo. Isso irá mudar, já que a banda planeja fazer turnês mais regulares a partir de agora. Dentro da banda, nós temos os três irmãos Pfleger: Alex (vocalista e membro mais velho da banda), Matthias (guitarrista e backing vocals) e Geor (baterista). Os outros membros são velhos companheiros que nos acompanham desde o início: Steve Hausegger (guitarrista e backing vocals) e Lukas “Bene” Benedicic (baixista), que é um substituto quando a banda está em turnê. O baixista original Andi “Sassi” Krampl não irá participar desta vez.

– O que significa “nufo”? E como você define o som da banda?
Alex: o nome “nufo” sempre foi usado, já que a banda tinha o nome oficial de “Nuclear Fallout” nos anos noventa. Nossa música representa muita energia e diversão no palco. As músicas são melódicas, rápidas e contêm muitas harmonias e refrãos. Nossos fãs adoram as notáveis canções com “catchy”, fáceis de cantar junto em meio ao público. O Skatepunkers [website de música punk rock] escreveu: “Se você gosta do estilo punk rock melódico dos anos 90 com refrãos épicos, este é um download indispensável para você.”.

– Esta será a primeira vez que vocês irão tocar no Brasil. Quais são as suas expectativas sobre essa turnê?
Alex: Definitivamente, será uma grande aventura e estamos realmente agradecidos por essa chance. Queremos agitar e festejar com nossos novos fãs e amigos no Brasil. Nós definitivamente daremos 150% em cada show e esperamos que as pessoas dancem e cantem conosco. Estamos ansiosos para conhecer outras bandas e divulgar nossa música ao vivo em um novo continente. Tocar é muito divertido, mas também é um trabalho duro, já que nós não temos mais 20 anos (haha).

– O que podemos esperar de um show da nufo?
Alex: Diversão, calor, energia, movimento, bateria rápida, guitarras apertadas e refrãos maciços.

Recentemente, vocês compartilharam uma postagem no Facebook em um estúdio de gravação. Nessa postagem mencionada, vocês afirmaram que a banda estava envolvida em um processo de gravação de um novo álbum. Você poderia falar um pouco sobre isso?

Imagem — internet

Alex: Nosso último álbum foi lançado em 2016, e nesses últimos dois anos, nós passamos escrevendo novas músicas. Matthias gravou a maioria das músicas e Georg foi o principal compositor. A gravação já está finalizada, mas ainda estamos trabalhando na mixagem e masterização das 11 músicas. As novas músicas serão a parte principal do nosso setlist no Brasil. Esperamos que as pessoas gostem das novidades, nós adoramos tocar novas músicas.

– A nufo existe desde 1995, mas vocês possuem apenas um álbum completo. Qual o principal motivo para o lançamento de somente um registro completo oficial em mais de 20 anos de carreira?
Alex: Em 1998, lançamos o EP “Constellation”, com seis músicas. Antes de gravar um novo álbum em 2000, nós terminamos como banda. Após o intervalo de nove anos (2000–2009), demorou demais para tudo se encaixar novamente. Não tivemos muito tempo para trabalhar intensamente nesse projeto. Nosso baterista nos deixou 2012 e Georg entrou na banda. Mas agora, o desenvolvimento ficou mais dinâmico. O primeiro full length “Virtual Paradise” saiu em 2016, e agora levamos apenas dois anos para fazer um novo album full length. O principal objetivo é continuar na música juntos até envelhecermos, então mesmo quando estamos atrasados, ainda podemos lançar outros 10 álbuns.

– Como anda a cena hardcore atual na Áustria?
Alex: Existem muitas bandas talentosas e muitos shows ao vivo, mas a cena é pequena. As pessoas envelheceram e a geração jovem está mais interessada em EDM ou Hip-hop. É importante apoiar um ao outro e manter o skatepunk vivo. O festival Punk Rock Holiday deu o pontapé inicial e, com o festival SBÄM, também temos um novo festival de punk rock na Áustria. Convidamos bandas para tocar em Graz e, às vezes, organizamos shows. Este apoio e coerência é uma coisa interessante sobre a família punk rock em todo o mundo. Não é sobre dinheiro: é sobre amizade, fraternidade, diversão e respeito um pelo outro.

– Apesar das questões sobre o alto padrão de vida, nós, brasileiros, não sabemos muito sobre a Áustria. Em geral, como é a vida por aí? Você sabe, é tão longe de casa…
Alex: A Áustria é um país pequeno, 84.000 km² (1% do Brasil), com 8,7 milhões de habitantes. Nosso país é coberto por muitas montanhas, pois estamos no centro dos alpes no meio da Europa, mas também temos belos lagos e muitas florestas, por isso também é muito verde por aqui. No inverno, temos muita neve nas montanhas e milhões de pessoas vêm para esquiar e fazer snowboard. O país possui um estado de bem-estar social bem desenvolvido e é muito limpo e seguro. Apesar de sermos um dos países mais ricos e seguros da Europa, muitas pessoas reclamam, por isso mesmo temos agora um partido populista de extrema direita em nosso governo (como sócio minoritário). A imigração e acolhimento de refugiados é um grande tema na mídia e nas discussões. No entanto, nós amamos nosso país e para nós, é provavelmente o melhor e mais belo do mundo.

– O que você sabe sobre o nosso país?
Alex: O Brasil é enorme e é o pulmão verde do nosso planeta. Seu país também é bem conhecido pela floresta tropical, Amazonas, Rio [de janeiro], São Paulo, melhores jogadores de futebol, samba, carnaval, meninas bonitas… Eu suponho que as pessoas no Brasil sejam amigáveis, alegres e sinceras, mas também li sobre crime e corrupção. Estamos curiosos para saber como é a vida diária por aí.

– E sobre a nossa cena hardcore? Você conhece alguma banda brasileira?
Alex: Conheci o 69 enfermos enquanto tocávamos juntos em Graz no verão de 2017 e vi alguns vídeos de outras bandas que irão tocar conosco: Plastic Fire, Running Like Lions, Blackjaw, Analog, No Reply, Dinamo, Dead Sky Dawning e outras. Estamos ansiosos para conhecer todas essas pessoas maravilhosas. Outra banda brasileira que todo mundo conhece é o Sepultura.

– Alex, agradeço novamente pela atenção. Por favor, diga alguma coisa para nossos leitores!
Alex: Olá a todos. Somos nufo da Áustria, tocando punk rock melódico desde 1995. Em nossa primeira turnê pelo Brasil, teremos a chance de nos encontrarmos em seis shows. Então, venha, divirtam-se e compartilhem a energia conosco. Estou motivado para chutar suas bundas e colocar vocês para cantar e dançar!



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