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No Fun At All em São Paulo: Resenha e fotos

12 de abril de 2017 | Publicado por: Fabio Martiniano

Tags: , ,

.:Bandas
Statues on Fire e No Fun At All

.: Local e data
08/04/2017 – Hangar110 – São Paulo/SP

.: Fotografia
Aline Almeida

.: Texto
Pérola Martins Cattini

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Apesar do breve hiato desde suas últimas apresentações em terras brasileiras, em 2014, mais um show do No Fun At All foi motivo suficiente para que a fila na porta do Hangar 110 estivesse enorme já por volta das 19:00 horas do último sábado, 08 de abril.

Uma maioria de “veteranos do rolê” ia aos poucos enchendo a casa. Para o nosso pessoal (acima dos vinte e muitos anos), o clima era de confraternização, reencontros, descontração e, claro, muita nostalgia.

Assim que as familiares cortinas do palco do Hangar se abriram pela primeira vez, o Statues on Fire (formada por ex-integrantes do Nitrominds e também do projeto Musica Diablo) precisaram de poucos acordes para anunciar que a noite seria regada ao mais puro e sincero hard core de peso. Até quem ainda não conhecia bem a banda (eu) se rendeu aos riffs nervosos e às batidas velozes dos caras de Santo André, que destrincharam seus álbuns Phoenix e No Tomorrow. Uma hora de paulada atrás de paulada e uma presença de palco enérgica do começo ao fim. Bonito de se ver.

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Pausa para recagar o fôlego e as bebidas, pista e mezanino lotados. Sem muitas delongas, as cortinas se abriram novamente e os suecos do No Fun At All foram tomando suas posições. Disparam logo de cara “Funny”, do Ep Vision (1993), e bastou o Ingemar Janson abrir a boca e a galera de frente do palco já se amontoava com os braços para o ar, formando a roda enquanto o coro da plateia cantava “ôôô” em coro, daquele jeito que a gente espera e que seja.

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Uma das grandes certezas – e alegrias- que se pode ter na vida é saber que a set list do No Fun At All é impecavelmente recheada de clássicos, e dessa vez não foi diferente. Quando eles já emendaram “Suicide Machine” logo de cara, foi dada a largada a uma chuva de gente no stage dive que não cessou até o fim do show.

Com seu carisma incontestável e entrosamento naturalmente magistral, o quinteto descarregou hits marcantes do Out of Bounds (1996), como “Perfection” e “I Have Seen”, sem faltar as pedradas “Growing Old”, “Growing Hard”, “Won and I say Won” e “Evil Worms” do No Straith Angels (1995) além das preciosidades do The Big Knockover (1997) como “Should Have Knonw” e “Catch Me Running Round”, que foi o último som da primeira parte do show.

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O bis não poderia ter sido melhor, porque “Belivers”, “Beat’em Down” e “Master Celebrator” são daquelas que não podem faltar em nenhuma hipótese! E de quebra, o No Fun At All ainda mandou um excelente cover de “Where Eeagles Dare” do Misfits.

E foi assim que a quarta passagem dos já jovens senhores do hard core sueco ficou mais uma na memória de seus fãs brasileiros: uma apresentação à beira da perfeição tanto na presença de palco e escolha dos sons, como na vibe e na conexão entre a banda e seu público fiel. Mais um show tão bom que deveria estar registrado nas normas da ABNT.

Veja a setlist na íntegra:

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Galeria:

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