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Resenha: Beach Fossils em São Paulo

15 de Maio de 2018 | Publicado por: Fabio Martiniano

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Resenha por Guilherme Góes. Fotos por Fabrício Viana.

A segunda semana de maio foi bastante agitada para os paulistas que gostam de música alternativa. Em um espaço de poucos dias, a capital acolheu a banda escocesa de post rock Mogwai, o “rapper instrumentista” Thundercat, a banda de rock Chilena The Ganja, o “Balaclava fest” e sua festa de aquecimento.

Infelizmente, não consegui comparecer ao festival organizado pela gravadora, mas fui no show de aquecimento para o evento na tradicional Fabrique que rolou no último sábado. A festa contou com shows das bandas Ombu, Rakta e Beach Fossils.

A principal banda do evento foi formada em Nova York em 2009 e apresenta um som rotulado como “Dream pop”. O Beach Fossils experimenta um relativo sucesso desde o lançamento de seu primeiro álbum e já tocou em diversos festivais ao redor do mundo. Essa foi a segunda apresentação do grupo em terras tupiniquins.

A primeira banda da noite foi a Ombu. Não conhecia o trabalho do grupo, mas soube que este é um projeto paralelo dos integrantes da banda Raça. Com a casa ainda vazia, a banda se esforçou bastante para captar a atenção do público. Ótimo set, com destaque ao instrumental diferenciado e a iluminação utilizada ao fundo do palco durante a apresentação.

Em seguida, foi a vez da Rakta. O trio paulistano liderado pela vocalista/tecladista Paula Rebellato já é conhecido na cena da cidade. Já com certo público no local, a apresentação transmitiu uma certa sensação “mística” devido à “piração” com sintetizadores, baixa iluminação na casa e improvisações. Com o setlist focado em músicas do último trabalho, a banda realizou uma apresentação com alto apelo sensorial. Performance espetacular!

Alguns minutos após às 21:00hrs e com a casa cheia, a atração principal da noite subiu ao palco da Fabrique. O Beach Fossils iniciou o set com a música “Sugar”, levando a casa abaixo ao som de um de seus principais “hits”. Seguindo com “This year”, “Down The line” e “May 1st”, o público reagiu com uma energia enorme durante a primeira parte do show, dançando e cantando junto com a banda. Os Nova-Iorquinos exibiam um sentimento de satisfação enorme, contando piadas e fazendo diversas brincadeiras com o público. Músicas emblemáticas como “Sleep apnea” e “Saint ivy” não ficaram de fora. Após o vocalista Dustin Payseur afirmar que “aquele foi o primeiro show que realmente gostou de tocar no Brasil”, a banda encerrou a apresentação com um cover de “Wonderwall” do grupo britânico Oasis, que contou com a participação dos fãs no palco.

O show foi muito melhor do que eu esperava. Gostei bastante do efeito de baixa iluminação utilizado durante a apresentação. O mundo exterior parecia ter sumido e toda a existência estava resumida naquele espaço. Sem duvidas, este show fez uma noite tediosa e fria de um sábado qualquer se tornar uma noite marcante.



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