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Resenha e fotos do Face to Face e Strung Out em São Paulo

10 de julho de 2019 | Publicado por: Fabio Martiniano

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Resenha por Guilherme Góes. Fotos do Strung Out e Face to Face por Freitas Junior.

Grande dia para os fãs da cena punk rock noventista!

Após quase dois anos desde a última apresentação na cidade de São Paulo durante a We are one tour, a banda estadunidense Face to Face retornou ao Carioca clube no último sábado (06/07) durante sua nova turnê pela América Latina, desta vez, contando com suporte do grupo Strung Out  – nome igualmente expressivo e com enorme repercussão dentro do cenário musical. Além disso, o line up do evento também foi marcado pela participação de importantes bandas da cena hardcore nacional como: Against the hero, Statues on Fire e Garage Fuzz.

Como de costume em shows organizados pela produtora Solid Entertainment, o espaço foi aberto ao público geral pontualmente às 15h00. Infelizmente, devido ao frio severo, apenas uma parcela ínfima do público compareceu ao horário marcado.

Por volta das 15h30, a banda paulista Against the hero iniciou o evento, acompanhando a entrada do público no espaço. O grupo apresentou um set completo, destacando músicas do álbum Vol II (2019) como: “Riqueza esquecida”, “Meritocrisia” e “Exílio”. Para a satisfação dos presentes que acompanham shows no circuito underground paulista, o quinteto também tocou as músicas Behind the scenes Darkness Battle do álbum Vol I (2014). A apresentação foi encerrada com “Nas mãos de quem?” — single que possui um recente videoclipe na plataforma YouTube.

Seguindo, Statues on fire prosseguiu com a gig. Após o recente show de lançamento do novo álbum Living in the Darkness no clube The House, a banda retornou novamente para apresentar as canções de seu excelente novo material full length em palcos paulistas. Aproveitando os incríveis efeitos visuais do telão LED do espaço que destacavam cenários com chamas em movimento e o cume de uma montanha, o quarteto mostrou para os presentes o porquê de ser um nome com respeito internacional no cenário hardcore, destacando as novas canções Foggy, All was gone with you, Rescue me e o single “Marielle” —  canção feita em homenagem à vereadora carioca brutalmente assassinada no ano de 2018. Entre críticas do vocalista André ao presidente Jair Bolsonaro e comentários sobre o caso Queiroz, o grupo também revisou músicas dos trabalhos anteriores como: No tomorrow e Nothing really true. Após quase quarenta minutos de apresentação, o set foi encerrado com a música Flying Boats.

Com a missão de encerrar a “sessão nacional” do evento, os integrantes do Garage Fuzz subiram ao palco do Carioca Clube pontualmente às 17h20. A clássica banda caiçara focou em destacar músicas do álbum Fast Relief (2015) como: Cortex Kids on sugar. O grupo também destacou importantes canções da carreira, entre elas: Embedded needs e House Rules. Um dos destaques do set foi a apresentação de uma nova música intitulada Time While. Com o público reagindo no mosh pit e arriscando os primeiros stage dives da noite, o quinteto fechou o show com a música Shore of hope.

Após uma pausa para o público circular pelo espaço e uma rápida troca de instrumentos, foi à vez primeira atração internacional do line up. Após alguns agradecimentos dos integrantes, a banda iniciou o set com a música Too close to see, seguindo com Better Days. O grupo focou em destacar músicas do álbum Transmission.Alpha.Delta (2015), entre elas: Nowheresville e Rats in the Walls. Ao longo da apresentação, o quinteto também revisou importantes canções da carreira como: Velvey Alley, No voice of mine, Blueprint of the fall, além de um cover de Soulmate (No use for a name) e do single Dagger, que estará presente em um futuro lançamento. Durante o show, o vocalista Jason Cruz apresentou uma postura receptiva, interagindo os com fãs que subiam ao palco, chegando a cantar alguns trechos das canções junto ao público. No entanto, o guitarrista Jake Kiley não se mostrou muito amigável com os stage divers, ao ponto de chutar e empurrar alguns dos entusiastas que adentravam em seu espaço, gerando comentários negativos por uma pequena parte dos presentes. Infelizmente, a banda também deixou de fora do setlist algumas músicas aguardadas pelo público como: Analog, Swan Dive, City lights e Town of Corazon. Porém, mesmo com algumas ausências, o show recebeu uma excelente avaliação (principalmente por aqueles que estavam presentes na última apresentação da banda em São Paulo).

Para fechar a noite de forma definitiva, o Face to Face subiu ao palco alguns minutos após às 19h50. Como de costume em suas apresentações, a banda iniciou o show com a música You’ve done nothing, seguindo com Ordinary, Walk the Walk e fechando a primeira parte do setlist com Bent but not broken. Sem grades de proteção, os fãs puderam interagir livremente os integrantes, além de arriscarem stage dives entre as clássicas canções I won’t lie down, I’m trying, No Authority e Velocity. Entre jovens a “quarentões”, todos estavam se divertindo de forma igualitária, deixando claro que o som do grupo é atemporal. Durante um intervalo entre as músicas, o vocalista Trever Keith declarou que estava profundamente sentido com a morte do compositor/instrumentista João Gilberto, afirmando que era um grande fã do músico Baiano e da cena Bossa Nova brasileira da década de 1960.

Para a surpresa dos presentes, o líder do Face to Face também mencionou que aquele estava sendo o melhor show que já havia feito em São Paulo. Em seguida, o quarteto deu continuidade ao setlist com A-OK, All for nothing, I Want (contando com a participação do vocalista do Strung Out nos refrões), encerrando a primeira parte do setlist com Blind. Após um pequeno intervalo, as músicas Pastel e Disconnected fecharam com chave de ouro a gig, repetindo a mesma dinâmica dos shows anteriores, porém, sem a tradicional invasão de palco.

Sem duvidas, o evento foi simplesmente marcante. Presenciar uma gig com shows repletos de qualidade e com público respeitoso festejando em ritmo de celebração é com certeza uma experiência difícil de superar e esquecer. Que voltem logo! Face to face e Strung Out sempre serão bandas recebidas com entusiasmo pelo público paulista.

 

Confira mais fotos do Strung Out por Freitas Junior:



Um comentário para “Resenha e fotos do Face to Face e Strung Out em São Paulo”

  1. Douglas Lasdenas disse:

    Sem dúvida foi um puta show, sensacional, que volt logo!

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