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Resenha e fotos do Insane Music Festival

26 de fevereiro de 2018 | Publicado por: Fabio Martiniano

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Resenha por Rodrigo Vivian. Colaboração de Fábio Martiniano (Besouro).

No último sábado, tivemos um dia muito bonito e ensolarado em São Paulo! Para os amantes de futebol estava rolando um dos maiores clássicos do país e para os amantes de Hardcore rolava o Insane Music Festival, festival que contou com 19 bandas, 18 nacionais mais os nossos irmãos argentinos da Boom Boom Kid.

Particularmente esse tipo de evento me agrada muito, pois temos uma infinidade de bandas das mais variadas vertentes do hardcore/punk juntas! Tudo isso com um valor justo, R$60,00 na porta. Em tempos de altos valores de ingressos para shows internacionais o Insane surge como uma alternativa e uma excelente oportunidade para conhecer novas bandas e rever bandas já consagradas no cenário. Um ponto extremamente positivo é que era possível assistir a exatamente todos os shows, não teve nenhum conflito de horários! Isso merece uma nota 10.

Esse método de dois palcos é muito eficiente, um de frente para o outro, como se fosse uma grande quadra poliesportiva, só que ao invés dos gols estava o palco 1 e 2. Por exemplo, enquanto rolava o show do Surra no palco 2 o Ponto Nulo no Céu já estava preparando tudo no palco 1, o que fez o festival ficar extremamente dinâmico. Quando o Zander mandou o “até logo e obrigado” praticamente segundos depois já se ouvia o “boa noite São Paulo” do Boom Boom Kid no outro palco.

Com uma área grande, não faltava espaço e o público se direcionava para os palcos 1 e 2 com muita facilidade. Caso não interessasse a banda X ou Y tinha muito espaço nas dependências, para fumar um cigarro, colocar o papo em dia e certamente falar sobre os próximos rolês e shows.

Uma parte muito questionada por mim, e por muitos que conversei foi a questão do preço da cerveja e a marca escolhida. Não sei até que ponto isso tem culpa da organização ou se eram regras da própria casa, mas uma lata de 350ml de cerveja Pilsen estava por R$8,00. Roubando a propaganda mas, “não desceu redondo para ninguém”.

Vamos aos shows…

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Chegando às 14h30 pegamos o show do Direction, tocando já para um bom público. A banda que conta com Fausto Nunes (ex-Dance of Days, Eu serei a Hiena) e mais integrantes conhecidos do cenário, é uma das que tem mais chamado a atenção atualmente. O show foi impecável e teve direito a vários desabafos dos integrantes em relação a situação política e social do país.

Na sequência tocaram Maieuttica e Ravel. Ambas prenderam a atenção da galera e mostraram a diversidade do festival. Dentro da vertente do hardcore o dia iria ter bandas para todos os gostos.

O Surra, sem dúvida era a que eu mais queria ver do lineup, e o show foi sensacional, com muito mosh pit e a tradicional participação da galera nos stages diving. Surra é sem dúvida uma das maiores revelações do hardcore nessa década, com seu crossover de peso e muita influência de trash metal, a banda tem deixado de ser vista como uma revelação e se tornado uma referência no estilo.

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Ponto Nulo no Céu. Foi a primeira vez que vi um show deles, realmente deu pra ver a energia da galera com a banda, muita gente cantando junto todas as músicas. Preciso ouvir mais para formar uma opinião.

O Gritando HC subiu no palco para o momento mais nostálgico do dia. A banda que muitos da nossa idade (casa dos 30 anos) começou a ouvir na adolescência e continua morando no nosso coração!

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DFC, vindo diretamente de Brasília, os veteranos fizeram um show arrasador! O tradicional circle pit incendiou de vez! Estava como sugere o nome do fest: “Insano”. Tocaram diversos sons clássicos. O ponto negativo, não culpa da banda e sim do tempo, foi que não conseguiram fechar com a clássica “Molecada 666”.

Bullet Bane e Zander foram duas das bandas que mais trouxeram um público fiel. Em ambas a galera cantava muito e interagia.

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Questions! Os velhos conhecidos do público fizeram um show brutal e envolvente com muita participação do público feminino! Inclusive uma fã subiu no palco e cantou um som inteiro junto com a banda.

Garage Fuzz, que é sem dúvida uma das bandas de Hc melódico mais amadas do Brasil, fez um show pontual, agradável e com extrema harmonia. É muito raro encontrar alguém que não goste do Garage Fuzz, então muitos estavam ali para ver aquele baita show.

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Boom Boom Kid, a atração internacional da noite subiu ao palco e fez um show enérgico! Destaque claro para a atuação do vocalista Nekro (Carlos Rodríguez), que jogou espuma na galera, se enrolou num pisca-pisca natalino e pulou no público com uma boia pintada de rosquinha! Foi um show realmente divertido e me lembrou em alguns momentos as tradicionais apresentações do Monkey no Adicts.

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O Ratos de Porão fez mais um show com extrema excelência e maestria! Para mim essa formação é sem dúvida a mais técnica e mais perfeita. Que me perdoem os fãs antigos, mas nada pode ser melhor do que Gordo, Jão, Boka (um dos melhores se não for o melhor baterista do hardcore nacional) e Juninho, eles realmente possuem muita afinidade no palco e não precisam ficar fazendo discurso entre um som e outro, eles simplesmente chegam e tocam!

Algo que chamou a atenção foi que eles tocaram com a bandeira do Dead Fish atrás, como se o palco já estivesse preparado para o próximo show. Mas na hora do Dead Fish ficou clara a brincadeira! Eles trocaram as bandeiras de propósito! Depois foi o DF que tocou com a bandeira do Ratos.

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Project 46 fez um show com muita energia e fúria, digamos assim! É nítida a qualidade dos integrantes, realmente são todos músicos de primeira linha, com enorme experiência. Inclusive já tocaram em uma edição do Rock in Rio. Como não sou fã do estilo de som da banda não tenho muito a dizer sobre, mas percebi que quem estava assistindo curtiu, e curtiu muito.

Para fechar o festival sobe o Dead Fish, que fez um show de alto nível! A guitarra do Rick e a bateria do Marcão são sem dúvidas o ponto forte da banda! Mostraram que continuam sendo uma das bandas mais amadas da cena e são realmente o mainstream do hardcore. Mas sempre acho que fica devendo no quesito surpreender o público, principalmente os que não são fãs. Talvez um set menos repetitivo ajudaria.

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Quem foi ao festival teve a oportunidade de assistir inúmeras bandas de qualidade com opções para todos os gostos. Torcemos por mais eventos como esse, que mostrem e apresentem bandas que nem sempre conseguimos assistir por uma infinidade de motivos. Temos a informação que em setembro teremos um festival nos mesmos moldes, então vamos aguardar a confirmação e o lineup que será apresentado. Em contrapartida também torcemos para que variem mais o lineup, que está ficando repetitivo. Fugir do óbvio seria um excelente caminho, afinal opções de bandas temos, e muitas, de Hardcore Melódico ao Crossover. Não faltam bandas com excelentes músicos e um som de qualidade para ser apresentado, muitos desses certamente aguardam ansiosamente esse convite por parte dos produtores.

O público compareceu em grande número, não sei exatamente a quantidade, mas podia estar até um pouco mais cheio. Certamente questões econômicas somadas a infinidade de bandas gringas que tem desembarcado por aqui, nos faz ter que escolher os eventos, e na maioria das vezes vamos escolher pelo mais raro de ser ver, ou aquela mais improvável que vejamos novamente um dia. Levando tudo isso em conta podemos concluir que o festival foi um sucesso! Seguiremos acompanhando e aguardando futuras edições, pois foram muitas horas de som, muita emoção, muitas bandas, muitos stages divings e circle-pits, e podemos dizer que sim, valeu muito a pena ter ido e participado de mais uma festa do nosso hardcore!

Confira a galeria de fotos:

Dead Fish

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Project 46

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Ratos de Porão

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Boom Boom Kid

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Zander

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DFC

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Questions

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Garage Fuzz

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Gritando HC

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Bullet Bane

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Ponto Nulo no Céu

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Surra

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Maieuttica

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Ravel

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Direction

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