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Resenha e fotos: Neck Deep em São Paulo

11 de abril de 2018 | Publicado por: Fabio Martiniano

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Resenha por Guilherme Góes. Fotos por Roberto Rivas.

Demorou, mas valeu a pena.

Após longos anos de espera e solicitações fervorosas dos fãs pela internet, o Neck Deep realizou um show sold out em São Paulo no clube Fabrique.

Ao lado de grupos como States Champs, Real Friends, Knuckle Puck e The Story so far, a banda está entre os principais nomes do movimento Pop punk atual. Essa vertente do Punk Rock foi extremamente popular no início da década passada com bandas como Green Day, Simple Plan, Good Charlotte e The Offspring, mas começou a perder popularidade no final da década. No entanto, o movimento está recebendo certa notoriedade nos últimos anos devido aos ótimos trabalhos lançados pelas bandas anteriormente mencionadas.

O Neck Deep foi formado em 2012 na cidade de Wrexham, no País de Gales. A banda já conta com três álbuns Full Length e três EPs. O último trabalho da banda — The Peace and The Panic — foi extremamente bem sucedido. Com ótima aceitação da crítica, a banda emplacou nada menos do que seis (isso mesmo; seis!) músicas nas paradas Britânicas. Com certeza, esse álbum já pode ser considerado um dos trabalhos mais relevantes do estilo lançado nesta década.

Por volta das 17:00 horas, a fila já estava dando voltas no quarteirão. Pessoas de diferentes estados compareceram para a apresentação. O público era bastante homogêneo, que ia desde “Hardcore kids” de 30 anos à adolescente acompanhados pelos pais.

O local do show já se tornou conhecido pelo público do Rock e Hardcore. A Fabrique é um pequeno galpão com capacidade para 700 pessoas e possui uma arquitetura com uma certa característica rústica. Sem duvida, é uma das casas de shows mais bonitas da cidade. O som e a iluminação também não deixam a desejar.

A banda escolhida para a abertura foi o Dinamite club. Já conhecidos na cena de São Paulo, a banda fez uma performance bastante animada, destacando músicas do último álbum “Nós Somos Tudo o Que Somos”.

Embora o quarteto Paulista esteja passando por um momento difícil — o guitarrista Leon Martinez está passando por um tratamento de câncer — eles mandaram um set praticamente incansável. Com um som melódico e com letras em português que narram temas como rotina e problemas em relacionamentos, o Dinamite Club foi a escolha certeira para a abertura.

Após um atraso de aproximadamente 1 hora devido à problemas técnicos na iluminação da casa, os integrante do Neck Deep subiram ao palco com camisetas da seleção Brasileira com o número “182″ nas costas e iniciam o set com a emblemática música “Happy Judgement Day”, na qual levou a casa abaixo. Seguindo com “Lime St” e ”Gold Steps”, os fãs reagiram forte com stage dives e moshs. O vocalista agradeceu a presença do público e pediu desculpas aos fãs pela demora.

A banda seguiu o set com músicas do segundo álbum. Devido a falta de grades de proteção, a interação do público foi grande, o que de certa forma atrapalhou um pouco a apresentação da banda. Muitos fãs idiotas iam ao palco e ficavam tentando tirar “stage selfies” com os integrantes da banda. Os roadies precisaram intervir no palco diversas vezes, empurrando o fãs de volta para o público. Algumas pessoas roubaram palhetas — o que resultou em uma pequena “bronca” do vocalista Ben Barlow.

Durante a música “Don’t wait”, Ben convidou um fã para fazer a parte do vocalista Sam Carter, da banda Architects. A banda seguiu com a emblemática “In Bloom,” que Ben afirmou ser “a mais importante da carreira da banda”. Em seguida, mandaram “December” — que conta com a participação de Mark Hoppus — e encerraram a primeira parte do show com “Part of me”.

Com o público clamando por mais músicas, a banda retornou ao palco e mandou “Serpents”, com o público realizando uma enorme Wall of Death na pista durante a música. Ben agradeceu novamente o público, e afirmou que banda irá retornar ao Brasil o mais rápido possível. Tocaram ”Can’t Kick Up The Roots” e encerraram a apresentação com a música “Where Do We Go When We Go”.

Ocorreram algumas falhas neste show. A demora devido aos problemas técnicos incomodou o público. O Set do Neck Deep foi relativamente curto. Uma parcela do público se comportou de maneira ridícula, chegando a atrapalhar a banda. Faltaram músicas importantes como “Losing Teeth, “Heavy lies” e “Wish you were here”. No entanto, até o momento, foi o show mais divertido do ano.

Stage selfie é o C@ra**o!

Confira a galeria de fotos:

Dinamite Club

 

Neck Deep



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