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Resenha do Maximus Festival 2017

15 de maio de 2017 | Publicado por: Fabio Martiniano

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:Bandas
Linkin Park, Slayer, Rob Zombie, Red Fang, Böhse Onkelz, Prophets of Rage, Five Finger Death Punch, Ghost, Hatebreed, Oitão, Rise Against, Pennywise, The Flatliners, Dead Fish e Nem Liminha Ouviu

.: Local e data
13/05/2017 – Autódromo de Interlagos – São Paulo/SP

.: Fotos
Divulgação – Marta Ayora

.: Resenha
Fábio Martiniano e Fernando Fantini

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Segundo ano de Maximus Festival em São Paulo com uma grande novidade: um palco dedicado só ao Hardcore!

O festival abriu com as nacionais Nem Liminha Ouviu, Oitão e Dead Fish, isso antes mesmo das 14h da tarde. Todos os primeiros shows foram bem curtos, somente 30 minutos. Incluindo as primeiras bandas gringas a tocar no dia. Red Fang tocou na sequência trazendo de volta ao Brasil seu stone rock de peso. Infelizmente o show curto foi só uma demostração do que podem mostrar. Mas com certeza a banda saiu de lá com novos fãs!

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O show do Hatebreed foi empolgante! A banda representou a verdadeira essência do NY HardCore no palco e era visível que o vocalista Jamey Jasta estava emocionado com o carinho dos fãs tupiniquins.

Muita gente estava conhecendo a banda naquele show e obviamente se tornaram fã dos caras que encerraram com a clássica “I Will Be Heard”.

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De volta ao palco Thunderdome, dedicado ao Hardcore, a tão esperada The Flatliners pela primeira vez no Brasil! Com o palco relativamente lotado a banda fez um show muito empolgado e felizes de finalmente estarem por aqui. Além de percorrem sua carreira os caras não deixaram de tocar músicas do recém lançado álbum Inviting Light.

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Na sequência de volta ao Brasil o Pennywise, que como sempre traz um público eufórico! Os caras arrebentaram tudo abrindo o show com “Wouldn’t It Be Nice” e tocando suas grandes músicas: “Same Old Story”, “Peaceful Day”, “Perfect People”, “The World”, “Society”, “Fuck Authority” entre outras. Em contra ficou a qualidade do som, que não estava muito alto nesse show e para quem acompanha o show dos caras não há nada de muito novo a se esperar. Eles não tem fugido muito do mesmo setlist, inclusive com os covers de “Do What You Want” do Bad Religion, “Blitzkrieg Bop” Ramones e “Stand by Me” de Ben E. King. Isso não faz o show menor, mas torcemos que venha um novo álbum dos caras para incrementar seus shows!

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Para fechar os shows do palco Thunderdome o Rise Against fez um show um pouco mais longo que os outros percorrendo toda sua carreira. Para agradar a todos tocaram clássicas como “Give It All”, “Re-Education” e “Prayer Of The Refugee” até as mais recentes como “Architects”, “Satellite” e a inédita “The Violence”. A nova música estará presente no álbum Wolves, que decorava o palco com a arte da capa. No fim do show a banda toda saiu do palco e somente o vocalista Tim voltou com um violão para tocar “Hero of War” e “Swing Life Away”. A banda finalizou o show com “Savior”.

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Enquanto acompanhávamos este palco rolaram shows do Rob Zombie, Böhse Onkelz, Ghost e Five Finger Death Punch. Essas duas últimas trouxeram vários fãs caracterizados, que usavam suas camisetas e pintavam seus rostos!

No mesmo horário do Rise Against, diretamente do palco Maximus Stage rolou uma das principais atrações da noite, o SLAYER. Os fãs que vestiam camisetas e exibiam tatuagens da banda, enlouquecidamente pulavam e abriam diversas rodas de bate cabeça! Para o desespero do público de outras bandas (Linkin Park era a próxima banda do mesmo palco), que não estavam acostumados com o apocalipse sonoro que saia das caixas de som, bastou tentar a todo custo “fugir” ou se “esconder” daquele inferno terrestre. O SLAYER destruiu o festival!

Com 36 anos na ativa a banda não deixou a desejar. Os caras tocam muito e fazem um show pesado e sem frescura, digno de emocionar muito marmanjo mau encarado com clássicos como “Raining Blood” e “Angel of Death”.

Sem dúvida foi um dos melhores shows do festival. Há quem reclame que o público do SLAYER tenha se empolgado e exagerado no bate cabeça e empurra-empurra, mas porra, é o SLAYER!!!

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Rumo ao fim do festival sobe no palco o Prophets of Rage, a banda que continua o legado do Rage Against the Machine agora com Chuck D do Public Enemy e B-Real do Cypress Hill nos vocais. A grande maioria do show foi com repertório do Rage, com músicas como “Testify”, “Guerrilla Radio”, “Bulls on Parade”, mas também rolou “Prophets of Rage” do Public Enemy e “How I Could Just Kill a Man” do Cypress Hill. Com uma qualidade instrumental impecável, Tom Morello era o líder da banda com sua guitarra! Um ponto alto desse show foi quando tocaram “Kick Out the Jams” do MC5 com a participação de Tim McIlrath e Zach Blair do Rise Against! Sem sombra de dúvidas um dos melhores shows do festival!

#RiseAgainst e #ProphetsOfRage no #MaximusFestival #MC5

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E para finalizar talvez a banda mais contraditória do dia, Linkin Park. Um show que começou destoando totalmente do festival, já que a banda mudou muito sua sonoridade com o passar do tempo. Os caras começaram o show a calma “The Catalyst” e depois seguiram uma sequência de músicas que montou um show mais eletrônico que rock. O peso só chegou na quinta música com a clássica “One Step Closer”. “Crawling” foi tocada só no piano na metade do show e só no final a banda deu o gosto para os fãs mais antigos com as músicas de seus primeiros álbuns, como “In the End”, “Faint” e “Numb”. Os caras fecharam com “Bleed It Out” finalizando assim o festival que terminou até que bem eclético diante da sua proposta de peso.

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Grandes bandas fizeram que esse festival pudesse ser equiparado a grandes festivais americanos e europeus. O saldo foi muito positivo e agora é só esperar que todo ano eles consigam mantes esse nível de line-up!



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