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Resenha: Powerline gig com Garotos Podres, Flicts e Faca Preta

13 de outubro de 2019 | Publicado por: Fabio Martiniano

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Resenha por Guilherme Góes.

Uma das principais vantagens de morar em São Paulo é a possibilidade de poder conferir constantemente uma grande variedade de shows. Durante o último final de semana, aqueles que gostam de grandes grupos de heavy metal e rock mainstream tiveram a chance de assistir shows b sides de bandas que estavam no line up do Rock in rio. Já entre aqueles que preferem shows independentes, o grande evento do final de semana foi a festa organizada pela Powerline. No último domingo (06/10), a produtora reuniu três gerações do punk rock paulista na fabrique Club. Essa foi a primeira gig organizada pela marca apenas com bandas nacionais no ano de 2019.

A abertura ficou por conta da banda Faca Preta, que já começou o set apresentando uma nova música intitulada “Planos do futuro”. O baixista Shamil Carlos esteve ausente e foi substituído por Jajão, que desempenhou uma boa perfomance com o resto do banda durante as músicas “Essência”, um cover de Viva La revolution (Adicts) e a nova “Cães de rua”, que estará presente no próximo lançamento do quinteto. Para finalizar o show, a escolhida foi “Lutando de braços cruzados”, que contou com a participação de Fernando Badauí (CPM 22).

Em seguida, Flicts foi responsável por lançar uma bomba de energia no público. Assim como Faca preta, o trio iniciou o set apresentando uma nova música chamada “Um pouco de mim”, mas logo seguiu com os clássicos “De onde eu venho”, “Meu bairro, minha rua” e “Liberta”. Ao longo do show, a banda tocou canções conhecidas como “Briga de bar” e “Canção de batalha”, mas o foco do setlist permaneceu nas músicas “Latino América” e “Maldita consciência” do álbum Singelos confrontos (2013).

O grande destaque da apresentação foi o cover da música “Porra de vida”, além da participação de músicos da banda Mazela nos metais durante a canção “Desmascarar sua bandeira”. Escolhida de forma certeira, a responsável por fechar a excelente apresentação foi a icônica “A todo anarquista”.

O papel de encerrar a noite ficou por conta da lendária banda Garotos podres. Após uma intro com um cover de You’ll never walk alone do grupo britânico Adicts [duas vezes na mesma noite!], o vocalista Mao apareceu no palco e a iniciou o set com a música que leva o nome da banda. O grupo oitentista destacou um setlist repleto de clássicos como: Johnny, “Nasci para ser selvagem”, “Rock de subúrbio” e “Oi, tudo bem?”. O líder Mao deu verdadeiras aulas ao público, destacando detalhes históricos importantes ao apresentar suas versões de “A internacional”, “Avante, Camarada” e “Grândola, Vila Morena”. Show marcado por uma presença de palco absurda e grande participação do público.

O evento da Powerline ofereceu três grandes shows que contou com enorme respeito do público, ótima infraestrutura, acústica impecável e preço totalmente acessível. Enquanto uns falam que o “rock está morto” porque um evento mainstream não reuniu tantos nomes de peso, outros acompanham boas gigs de música independente no cenário underground. Só não aproveita quem está de bobeira!



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