Resenha e fotos do Built to Spill em São Paulo

Resenha por Guilherme Góes e fotos por Jefferson Marques.

Para a alegria do público indie rock, a espera de quase três décadas finalmente acabou!

Nao dia 09 de novembro a cidade de São Paulo recebeu a primeira apresentação da banda estadunidense Built to Spill, na Fabrique Club. O evento contou com a organização conjunta das produtoras Powerline e Balaclava records. Essa parceria também aconteceu durante a turnê da banda canadense The Wavves no mês de abril.

Pioneiros do estilo, o Built to Spill faz parte da “trindade percursora” do segmento, junto com as bandas Pavement e Dinosaur jr. Em atividade desde 1992, o grupo possui oito álbuns de estúdio. O último álbum “Untethered Moon” foi lançado em 2015, apresentando uma sonoridade similar aos trabalhos feitos pela banda em meados da década de 2000. O grupo possui uma relevância enorme dentro da música independente, sendo uma influência direta para dezenas de bandas como Weezer, Nada Surf, Pinback e Armor for Sleep.

Após 2 horas de discotecagem interna na casa com músicas de artistas e grupos que fazem parte do selo Balaclava Records, a banda Raça subiu ao palco da Fabrique Club pontualmente às 20h00 para realizar a abertura do evento. O grupo paulista formado em 2013 vem ganhando certa relevância na cena de música independente da cidade após o lançamento do álbum “Saboroso” (2016), possuindo uma agenda ativa, participando em grandes festivais e abrindo shows em algumas turnês com bandas internacionais.

O quinteto apresentou diversas músicas do último lançamento como “Simpatizo”, “Dez” e “Sossego”, mas também passou por músicas do álbum “Deu branco” (2014) como “Azul”, “Luz”, o single “Charme” e mostrou algumas músicas que estarão no próximo álbum intitulado “Saúde”, que será lançado no próximo mês de dezembro.

Ao término do show, o vocalista Popoto Martins agradeceu o suporte que a Balaclava Records oferece para as novas bandas do cenário e mencionou que estava realizado por ter a chance de dividir o palco com o Built to Spill.

Após uma pausa para troca de instrumentos – que contou com a participação dos próprios integrantes da banda-, o Built to Spill subiu ao palco às 21h15. O vocalista Doug Martsch (único integrante original e provavelmente o cidadão mais famoso da pacata cidade de Boise, capital do estado de Idaho) cumprimentou o público e deu o ponta pé inicial com a música “Three Years Ago Today”. Sem muita interação com a audiência, a banda seguiu com o show e apresentou uma sequência sem pausas com as músicas “In the Morning”, “The Plan” (sendo bastante estendida em comparação com a versão original do álbum), “Hindsight”, “Living Zoo” e “Time Trap”. Para a alegria do público presente na casa, emblemáticas músicas como “Reasons” e “I Would Hurt a Fly” também foram apresentadas durante o set. Ao termino do show, o trio mostrou uma sessão emocionante com as relevantes músicas “Big Dipper”, “You Were Right” e a clássica “Carry the zero”, que foi cantada e estendida por todos os presentes no espaço até os integrantes saírem do palco. Sem muita conversa e interação, a banda retornou para um bis e encerrou a apresentação com as músicas “Randy Described Eternity” e “Car”.

Apesar da falta de carisma, comunicação praticamente nula por parte dos integrantes do grupo em relação ao público e ausência de hits importantes da carreira da banda como “Liar”, “Going against your mind” e “Bad light”, a apresentação foi marcante. Noite boa, com a casa cheia. O Built to Spill é (e irá continuará sendo) uma das bandas mais importantes do indie rock, consagrada por décadas com letras de cunho emocional e por sua influência no cenário alternativo.

Confira a galeria por Jefferson Marques:

Raça

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