Resenha: Hardcore Contra o Fascismo - Segundo Ato em SP

Resenha por Guilherme Góes e fotos por Jeff Marques.

Com a proposta de demonstrar resistência, posicionamento e insatisfação em relação ao resultado do primeiro turno da eleição de 2018, no último domingo (21/10/2018) aconteceu a 2ª edição do evento hardcore contra o fascismo, no largo da batata (Zona Oeste da cidade de São Paulo).

A infraestrutura utilizada na nessa edição foi simplificada, no entanto, a organização não deixou nada a desejar. A 2ª edição do Hardcore contra o Fascismo contou a participação de 23 bandas, variando entre consagrados grupos como Skamoondongos, Dead Fish, One True Reason e Paura, novidades como Bioma, Make it stop, Direction, Manual e Sem gelo e outras opções alternativas como a clássica banda instrumental Eu Serei a Hiena e o Deserdados, grupo que apresenta uma sonoridade mais voltada ao Punk 77.

Assim como na primeira edição, o público precisou enfrentar certa dificuldade para chegar ao Largo da Batata, devido às obras de manutenção na linha “4-amarela”. No entanto, mesmo com os desafios impostos pela redução de transporte em circulação, o público compareceu em peso ao evento, resultando em audiência superior a 1000 pessoas.

Entre os sets apresentados durante quase oito horas seguidas de música, os shows das bandas Skamondongoos, Gritando HC e Paura foram os principais destaques do evento. O Skamoondongos apresentou um set curto, mas o grupo mandou um cover da música “Medo”, da clássica banda Cólera, cuja letra nunca foi tão relevante e que acabou sendo cantada a plenos pulmões por todos os presentes. O Gritando HC realizou um show sem a presença da vocalista Elaine, contando com a participação dos presentes no vocal. Já o Paura apresentou um set de 20 minutos, encerrando o evento com uma performance matadora e marcada pela grande interação do público.

Há tempos um evento underground não reunia uma grande audiência conectada sobre o mesmo ideal como a 2ª edição do hardcore contra o fascismo. Após o término do evento, era possível notar o terrorismo e o medo estampado na face do público em relação ao medo do futuro e pelas ameaças as liberdades e a democracia. No entanto, também era possível notar a esperança e estranhos sentimentos de alegria, positivismo e comemoração. Independentemente do resultado da eleição presidencial de 2018, o hardcore continuará sendo uma forma de demonstrar inconformismo e indignação. #elenao

Confira as fotos:

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Um comentário em “Resenha: Hardcore Contra o Fascismo - Segundo Ato em SP

  1. Acho que pelo nível do role e importância deveriam ser citadas todas as bandas, não as que todo mundo já conhece, mostra quem mais tá apoiando a causa!

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