Resenha: Quicksand em São Paulo


Resenha por Eduardo Franco Zampolo.

Tivemos no último sábado (02/06), o show da seminal banda americana Quicksand. Esperado por muitos a muitos anos, a banda foi formada em 1990 na cidade de Nova York por Walter Schreifels, guitarrista do Gorilla Biscuits e baixista do Youth Of Today.

A banda se agarrou no post-hardcore/metal, sendo agregada ao clube de bandas como Helmet, Deftones e afins. Tendo 2 álbuns de estúdio lançados na década de 90, Slip em 93 e Manic Compression em 95, a banda passou por um hiato seguido de algumas apresentações esporádicas, até que em 2017 lançaram Interiors e retomaram a estrada.

Com o Fabrique Club cheio, iniciaram os trabalhos a lenda do post hardcore paulista Eu Serei a Hiena, com integrantes de bandas como Ratos de Porão, Direction e Jesus Macaco, a banda da década passada passou por um longo tempo parado, retomando as atividades para abertura do Quicksand e fazendo um show foda, para nostalgia da grande maioria presente, que via as suas apresentações em locais extintos como Hangar 110 e Subjazz. Com um show de quase uma hora a banda passou por todo o trabalho já lançado com competência e preparando o terreno para os Nova Iorquinos do Quicksand.

Eis que por volta de 20:30 o Quicksand entra no palco e aquece o publico que esperava ansioso por décadas pra ver esse show. Iniciaram com “Omission”, faixa do clássico Slip, passando por “Under the Screw”, “Fire This Time”, “Illuminant” e o clássico “Fazer”, que fez todos na casa cantarem. “Too Official”, “Lie & Wait”, “Delusional” e “Warm and Low” continuam seguindo o tom, com Sergio Vega, Walter Schreifels e Alan Cage muito a vontades e fazendo um belo show.

A banda revisitou os dois primeiros álbuns, singles e o novo Interios do ano passado em faixas como “Normal Love”, “Blister”, “Unfulfilled”, “Brown Gargantuan”, “Cosmonauts” e “Shovel”, finalizando com “Thorn in My Side”, “Head To Wall”, “Dine Alone” e “Skinny (It’s Overflowing)”.

A casa não estava lotada e o publico já não era mais tão novo a ponto de a apresentação se parecer com os clássicos vídeos que estávamos acostumados a ver na adolescência, mas foi um show empolgante no qual a maioria das pessoas na faixa dos seus 30 ou mais saíram satisfeitas.

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