The Adolescents e Buzzcocks em São Paulo

.:Data
25/11/2010

.:Local
Clash Club, São Paulo / SP

Noite de gala nesta quinta-feira chuvosa aqui em São Paulo.

Só que ao invés do black tie, usa-se camisetas do Black Flag, Ramones, Sex Pistols, e outras entidades do Punk Rock.

A noite prometia, ver duas bandas lendárias dividindo o mesmo palco não é muito rotineiro, então a apreciação foi muito mais saborosa.

Iniciando a noite, o The Adolescents, banda clássica de Los Angeles, e que embalou muitas trilhas de skate principalmente nos anos 80, entraram arrebentando tudo.

Exatamente as 21:45 iniciam o show com “No Way”, clássico do disco de estréia [aquele da capa azul escrito em vermelho].

Originais mesmo só o vocalista Tony Reflex (que me deixou de boca aberta, em como ainda mantem o timbre vocal de moleque revoltado) e o baixista Steve Soto, acompanhados de mais três velhos da cena hardcore americana, não deixaram barato.

L.A. Girl’, ‘Who Is Who’, ‘Amoeba’ e ‘Rip It Up’, foram entoadas a plenos pulmões pelos fãs presentes.

Com ‘Kids of the Black Hole’ a banda fechou o show, deixando de fora ‘I Hate Children’, canção-petardo muito pedida pelos fãs e ignorada pela banda. Mas NO WAY.

Depois de embasbacar com a apresentação do Adolescents, sobem ao palco a última grande banda da safra inicial inglesa que ainda resta, o Buzzcocks.

A turnê, chamada de ‘Another Bites’ a banda só toca canções dos discos ‘Another Music in a Different Kitchen’, de 1977, ‘Love Bites’, de 1978, e ‘Singles Going Steady’, de 1979.

Ou seja, somente clássicos. Dito isso, os guitarristas/vocalistas Pete Shelley e Steve Diggle, acompanhados de 2 músicos convidados no baixo e na bateria, começam o show com o jogo ganho.

Após ‘Boredom’, ‘Fast Cars’, ‘I Don’t Mind’ e ‘Autonomy’, todas cantadas em uníssonoa banda ja possuia a platéia na mão.

Logo  emendando com ‘What Ever Happened To’ aumenta o clima catártico que se instalou no Clash Club.

E os Buzzcocks continuam o show, enfileirando clássicos (‘I Don’t Know What To Do With My Life’) e canções mais obscuras, como ‘Why She’s a Girl From The Chainstore’.

Em ‘‘Moving Away From Pulsebeat’, de batida tribal, Steve Diggle tenta dançar imitando um índio (?!).

Em ‘You Say You Don’t Love Me’, uma garota da área VIP cantou o refrão apontando para Diggle que, sorrindo, retribuiu imediatamente o gesto.

Seguida de ‘Love Is Lies’, ‘Noise Annoys’, o som dos Buzzcocks não incomodou nem um pouquinho, com todo mundo cantando junto, para variar.

Em ‘Breakdown’, parceria de Shelley com o ex-vocalista Howard Devoto que fez parte da banda antes da gravação do primeiro disco, todo mundo teve um ataque… de felicidade.

“Promises’ , ‘Love You More’, ‘Why Do I Get’, e ‘I Believe’, bem mais acelerada que a versão de estúdio, e com apenas baixo, bateria e o publico cantando na parte final, encerraram a primeira parte do show.

E o bis trouxe ainda muita coisa boa ainda. ‘Harmony In My Head’, outra canção de Diggle, ‘Oh Shit’ e ‘Ever Fallen in Love’ antecederam o climax.

Fginalizaram com ‘Orgasm Addict’.

Ficaram de fora outras canções clássicas como ‘Everybody’s Happy Nowadays’ e ‘Just Lust’. Mas, com 23 músicas em 1h e 20 min de show, todo mundo ficou satisfeito.

A sensação de sair da Clash após essa bombardeada de clássicos foi só uma.

Punk Rock never dies….!!!!

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